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Farfetch Lança Dream Assembly na Presença do Primeiro-Ministro que Lembra que Ter o Web-Summit Não Chega

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A empresa luso-britânica Farfetch, plataforma de moda de luxo, lançou esta sexta-feira, 20 de abril, um programa de aceleração de startups, o Dream Assembly. A nova aceleradora vai contar com o apoio de mentores da Farfetch, da marca Burberry e da aceleradora norte-americana 500 Startups. Teresa Fernandes é a responsável pelo programa de aceleração.

“Queremos fazer um convite a todas as startups para virem construir o futuro da moda connosco”, disse José Neves, presidente do unicórnio português (empresa tecnológica avaliadas em mais de mil milhões de dólares) na cerimónia de apresentação do programa, nos escritórios em Lisboa e na qual se encontra também o primeiro-ministro António Costa, que proferiu: “Aquilo que é muito claro é que se nós queremos alimentar este ciclo de inovação, não nos basta ter anualmente o Web Summit em Portugal. O Web Summit é excelente, é uma grande montra, uma grande oportunidade, mas muito mais importante é ter a capacidade de continuar, de uma forma sustentável, aquilo que permitiu termos um ecossistema como temos.” assinalou o primeiro-ministro no evento.

O programa terá por base Lisboa, mas o objetivo é que seja um programa global.

“Aprendemos muito nestes 10 anos”, disse José Neves, lembrando que a empresa ainda está “no início de uma grande jornada”. Em março, soube-se que José Neves estava a preparar a entrada em bolsa da empresa nos EUA. O Financial Times avançou na época que a entrada no mercado bolsista norte-americano pode acontecer até ao fim deste ano.

O programa de aceleração vai ter a duração de 12 semanas e vai decorrer nos escritórios da Farfetch em Lisboa. As candidaturas abriram esta sexta-feira e encerram a 10 de junho. Os mentores da 500 Startups vão prestar apoio às startups selecionadas para participar no programa em sessões que vão decorrer uma semana em Lisboa e noutra semana em São Francisco, nos EUA.

Acreditamos que toda a indústria da moda de luxo, incluindo a Farfetch, pode beneficiar ao dar apoio à nova geração de empresas tecnológicas que querem moldar o futuro do e-commerce

afirma José Neves.

Em comunicado, Daniel Heaf, da Burberry, afirmou que a empresa estava “encantada por aprofundar a nossa relação com a Farfetch através desta parceria com este primeiro programa acelerador da Dream Assembly. Acreditamos que a inovação aberta, a colaboração e a partilha da nossa expertise com empresas que se encontram numa fase inicial, irá encorajar uma maior criatividade em todo o setor do luxo. Estamos muito entusiasmados por apoiar as empresas mais promissoras do futuro”, afirmou.

Com 12 escritórios no mundo, 2 milhões de clientes e mais de 1.000 empresas parceiras em 40 países do mundo, José Neves faz questão de afirmar que a Farfetch está desde o “dia 1” em Portugal e no Reino Unido. “Costumo dizer que tem nacionalidade dupla”, brincou, enquanto recordava os últimos 10 anos daquela que começou por ser uma pequena startup na área da moda de luxo.

“Em 10 anos, fiz sete rondas de financiamento, não sei o que é que fiz mais”, brincou o presidente daquela que é a única startup unicórnio do país. “Conheci investidores de todos os cantos do mundo”, afirmou. Sobre a empresa, lembrou os valores que guiam a cultura organizacional.

“Acreditamos que ser revolucionário não pode ser apenas um exercício interno, temos de estar abertas ao mundo, porque as ideias do futuro estão a ser geradas cá dentro, mas também lá fora. Queremos ver os novos empreendedores, que estejam a montar as Farfetch do futuro”, disse José Neves, lembrando as 10, 12 pessoas que começaram a Farfetch há 10 anos. “As dificuldades pelas quais passámos. Duas semanas depois de lançarmos a Farfetch, a Lehman Brothers foi à falência”, afirmou.

O primeiro-ministro aplaudiu a iniciativa de “passar para outro nível”, visto que “deixa de ser simplesmente uma plataforma para ser uma agregadora de ideias, projetos e novas empresas”.

A Farfetch não quer ser exclusiva naquilo que faz, quer ajudar a tornar as empresas naquilo que a Farfetch se tornou

apontou António Costa.

E com a empresa já com sete rondas de investimento fechadas e a contar com a presença de mais de mil empresas em 40 países do mundo, Costa afirmou ainda: “A Farfetch é um excelente indicador de que para estar na linha da frente é preciso inovar e descentralizar”.

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